"Sinto que tenho muito para expressar, mas não tenho um dom." Essa frase, dita pela personagem de Scarlett Johansson em Vicky Cristina Barcelona, me acompanhou durante vários anos da minha vida, as vezes a reproduzo em minhas próprias palavras, por já ter incorporado na minha vida à faço minha. Essa simples frase descreve com precisão como me sinto.
De certo modo, escrever me ajuda, mas ainda não consigo colocar em palavras como observo o mundo e como ele me impacta. Dizem que o mundo não gira ao nosso redor, mas, no meu íntimo, sinto que o meu mundo gira. Há alguns anos, essa frase pareceria egoísta para mim, mas com a maturidade percebo que ser livre não é sinônimo de egoísmo. Faço o que faço porque sou livre, porque é o que escolho.
Neste mundo em que me coloco no centro, as sensações provocadas por ele me afetam tão profundamente, que as vezes sinto que um meteoro irá perfurar a atmosfera e destruí-lo por completo. Ainda que as sensações continuem sendo avassaladoras, o mais difícil são os pensamentos que ameaçam a desmoronar tudo o que sou.
Por outro lado, também sinto que o mundo o qual observo, este que sou parte fundamental, não necessita de explicações das ciências naturais para justificar tudo aquilo que nele acontece. Eu o entendo com exatidão porque me faço presente nele, me isolo e me preencho dele. A expansão do universo do meu mundo jamais será capaz de compreender tudo aquilo que compreendo.
"Sinto que a precisão de como me expresso, ainda não me faz ser compreendida."
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