quarta-feira, 29 de maio de 2013

O quão bom é não ter você ao meu lado. O tempo que desperdicei mudando, modificando, metamorfoseando por você, pra me encaixar em você, esse tempo que perdi e não terei nunca mais, meses e semanas jogadas foras, tentando ser algo que eu não era, o perfeito pra você e o imperfeito para mim. Eu era a projeção dos seus desejos, dos seus anseios, resultado de uma experiência sua, era o imperfeito melhorado, isso e aquilo que deveriam ser mudado e aperfeiçoado, e quando eu achava que já era o suficiente, sempre havia algo que deveria ser aprimorado. Mas sabe de uma coisa? Eu amo minhas imperfeições, eu amo minhas ideologias, amo o jeito como eu falo, amo o modo como eu ando, como eu me visto, como eu me socializo, como eu me expresso, como eu choro, sou uma eterna apaixonada por mim mesma. Porque longe de você, eu sou eu. Sou esse ser imperfeito, essa escultura lascada e modificada pelo tempo, sou o projeto em andamento de uma vida contínua mas finita.

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